O paradoxo do nosso tempo

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nosso valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluimos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não a esperar.

Construimos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.

Estamos na era do ‘fast-food’ e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas ‘mágicas’.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar “delete”.

George Carlin (1937 – 2008)

Por Elizabeth Gilbert

“As pessoas acham que a alma gêmea é o encaixe perfeito, e é isso que todo mundo quer. Mas a verdadeira alma gêmea é um espelho, a pessoa que mostra tudo que está prendendo você, a pessoa que chama a sua atenção para você mesmo para que você possa mudar a sua vida. Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer, porque elas derrubam as suas paredes e te acordam com um tapa. (…) As almas gêmeas só entram na sua vida para revelar a você uma outra camada de você mesmo, e depois vão embora…”

- Elizabeth Gilbert (na possível única coisa boa) em Eat, Pray, Love.

Cavalo de Guerra

O novo filme de Steven Spielberg, Cavalo de Guerra, é lindo.

Bastante hollywoodiano, é verdade, mas ainda assim conta uma linda história sobre o relacionamento entre um cavalo muito especial e seu dono.

Tudo se ambiente entre Inglaterra e França, nos anos de 1914 e 1918 – época da Primeira Guerra Mundial.

Um drama comovente, com algumas pitadas de humor também.

Altamente recomendado! Um outro conselho é levar o lenço…

Ame apenas

“Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiração, pois um dia você se decepciona. Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação”. Madre Teresa

PS.: é assim que eu tento explicar minha paixão pela Itália: amor apenas.

Top 5 2011: álbuns

1. Adele – 21

Adele foi simplesmente imbatível em 2011. A pessoa que passou esse ano sem ouvir Rolling In The Deep deveria se isolar do mundo ou se afogar em uma poça… de lama! Não tem como não se apaixonar por esse álbum completamente porque ele é perfeito do começo ao fim. Sim, Adele conseguiu fazer o álbum perfeito! Além de fazer um salto de qualidade notável entre este álbum e o seu de estreia, o 19. Vale a pena ouvir… e ouvir… e ouvir… e ouvir incessantemente!

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