A gaiola de grilos

Florença: parte V

Observem:

Repararam em alguma coisa diferente na estrutura do Duomo de Florença, a Santa Maria del Fiore?

Não?

Observaram as galerias não acabadas em volta da cúpula?

Em 1515, Baccio d’Agnolo começou a construção das galerias em volta da cúpula. Antes de fazer as outras sete, queria a opinião de Michelangelo, que estava naquela época em Florença.

A história conta que o mestre, observando o trabalho de Baccio, em frente a um grande público reunido e curioso em saber o veredito do artista, tinha ficado perplexo e acariciando a barba, o teria definido como uma “gaiola para grilos“.

Baccio teria se sentido ofendido, deixando o trabalho incompleto para sempre.

Os cartões de desconto

A dica de ouro, sempre que se vai viajar, é procurar pelos cartões de desconto. Na Itália, não poderia ser diferente. Nas suas principais cidades, é possível encontrar um e essa é uma dica que eu considero de ouro, pois você economiza horrores! rs

Roma Pass

Kit Roma Pass

O Roma Pass custa €25, o que pode parecer custoso, mas não é. Quando você o adquire, ele vale por três dias a contar a partir do momento que você o usa pela primeira vez. O cartão é nominal, por isso, é importante sempre ter um documento com você porque “vai que…” rs.

Você tem entrada gratuita nos dois primeiros museus ou sítios arqueológicos que visitar, e depois, desconto em todos os outros museus que visitar. Além disso, você pode andar de graça pela cidade inteira. Sim! Você não paga por nenhum tipo de transporte público: ônibus, metrô etc…

Além disso, o Roma Pass vem com um mapa da cidade e um guia com todos os museus que participam do desconto. Você também tem desconto em outras amostras, eventos e serviços, basta consultar o Roma News (que vem dentro do kit).

PORÉM, vale lembrar que o Vaticano é outra cidade, portanto, o Roma Pass não dá acesso e nem desconto no Museu do Vaticano!

Mais informações: www.romapass.it

Verona Card

VeronaCard

O VeronaCard foi um achado! E dei muita sorte porque nem sabia, mas no 1º lugar que visitei (o Teatro Romano), a senhora já me ofereceu (uma brasileira que estava em Verona, não teve a mesma sorte).

Quando eu fui, tinham duas opções: a de €10, válida por um dia e a de €15, válida por dois. Hoje, parece que mudou e existe a de €15 (dois dias) e €20 (cinco dias).

A senhora que me vendeu disse que eu podia pegar um ônibus de graça, mas pelo que eu entendi, o VeronaCard oferece transporte de graça em qualquer meio da ATV (que é a linha de ônibus deles).

O VeronaCard oferece entrada gratuita em vários lugares, por exemplo:

  • Arena
  • Torre dei Lamberti
  • Casa di Giulietta
  • Teatro Romano e Museo Archeologico
  • Museo di Castelvecchio
  • Complesso del Duomo

… e muitos outros. Além disso, também há descontos em algumas exibições, amostras, dependendo do mês (vem no informativo que recebe quando adquire o cartão). Além disso, também vem acompanhado de um mapa do centro histórico.

Mais informações: www.veronacard.it

Le Cinque Terre Card

Le Cinque Terre Card

Existem dois tipos de cartões para Cinque Terre: o “normal” e o “treno”. Eu aconselho comprar o “5 Terre Treno” porque ele dá acesso a tudo que o normal dá + acesso ilimitado aos trens que ligam as cinco cidades.

Os preços variam conforme o número de dias, no meu caso, comprei um igual esse acima, valido por um dia e custou €8. O cartão vale a partir do momento que você valida o cartão antes de entrar no trem – ele é valido pelas 24 horas seguintes.

Além dos trens, você tem acesso aos percursos de pedestre e áreas do parque; uso dos transportes sustentáveis do parque (como os ônibus que te levam da estação de trem até as cidades); aos centros de observações e museus; e aos elevadores de Manarola, Riomaggiore e Vernazza.

Também vem acompanhado de um mapa.

Mais informações: www.cinqueterre.com

Agora os cartões que eu não comprei, mas fica a dica.

Firenze Card

Firenze Card

Eu achei o Firenze Card caro: €50! Ui!

Ele é válido por 72 horas e dá acesso gratuito a 33 museus de Florença. O cartão pode ser usado somente uma vez em cada museu. Você também tem acesso livre aos meios de transporte público, basta passar a parte magnética do cartão no leitor.

Da mesma forma que o Roma Pass, este cartão é ativado no primeiro uso (seja em museu ou transporte). O cartão também é nominal.

Eu, sinceramente acho que não compensa porque (1) é possível fazer tudo a pé, sem precisar de transporte público e (2) pelo simples fato de que ele não inclui um dos museus principais de Florença: Palazzo Pitti e o Giardino di Boboli! E a entrada de cada um custa entre €10-15! Ou seja, você terá que desembolsar na realidade uns €70…

Correção: compensa, sim. Agora, eles incluiram o Palazzo Pitti e o Giardino di Boboli (além de outros lugares). Então, se joguem no Firenze Card com emoção! rs

Mais informações: www.firenzecard.it

Venice Card

Venice Card

O Venice Card custa €29,90 para pessoas de 6 a 29 anos e €39,90 para pessoas com mais de 30 anos, e é válido por 7 dias seguidos, a contar do primeiro uso.

Ele oferece entrada gratuita ao Palácio de Doge e outros 10 museus cívicos da cidade, 16 igrejas, além de descontos em outros museus e exibições. Além disso,  o cartão é afiliado a muitas lojas e te oferece entrada gratuita a dois toilets (sim, lá fora tem que pagar para usar o banheiro). Também é acompanhado de um mapa.

Mais informações: www.hellovenezia.com

Caso souber de outros cartões, atualizo esse post ;)

Davide

Florença: parte IV

Eu não sou uma pessoa muito chegada em pedras, estátuas e/ou obras de artes.

Oi!?

Sim, você leu certo.

Ai, você pode estar pensando, ó caro companheiro colega: “‘WTF’ você foi fazer na Itália?”, rsrs. Óbvio que visitei vários museus, vi muitas coisas e percebi o quanto os italianos têm amor incondicional a pedaços de pedra incompletos (rsrs – piadjenha, gente! Humor!!).

Todo esse meu conceito mudou quando eu O vi.

A obra mais perfeita de todas.

Il Davide di Michelangelo

Il Davide (leia-se Dávide) di Michelangelo foi a coisa mais linda que eu já vi na minha vida. Sério!!

E nem rolava toda uma expectativa (muito imbecil da minha parte) porque quando eu vi a réplica que fica na frente do museu do Palazzo Vecchio, pensei: “mas esse é o tão famoso Davi de Michelangelo?” (achei feinho, feinho…).

Quanta ingenuidade da minha parte…

Eu me lembro, como se fosse hoje, a minha reação ao ver o original.

Eu me arrepiei das pontas do pés até meu último fio de cabelo (e eu tenho MUITO cabelo, rsrs), além de me emocionar visivelmente. A obra mais perfeita. Mais linda. Mais emocionante. Mais TUDO!

Michelangelo: eu te dedico!

Eu pagaria com prazer os 10 euros somente para admirá-lo novamente (coisa que poderia fazer por horas e horas com muita tranquilidade).

Eu saí da Galleria dell’Accademia querendo desesperadamente um Davi para chamar de meu (rsrs)!

O “fófis” é tão especial que vai ganhar um outro post com algumas histórias interessantes (e/ou engraçadas) que circulam essa estátua.

Por ora, posso somente dizer: Michelangelo, você, sim, foi o cara!

Il Porcellino

Florença: parte III

A Itália e suas lendas… claro que em Florença devem existir vááááárias.

A que eu mais gosto, porém, é a do Porcellino, algo como “porquinho”.

"Oinc"

Não me perguntem por que cargas d’água eu gosto desse porco! rsrs

A lenda por trás do porco:

Reza a lenda que para aqueles que desejam voltar para Florença, deve-se esfregar a mão no nariz do porco. Para aqueles que desejam sorte e/ou dinheiro, deve-se esfregar a moeda no nariz do porco, colocá-la na boca do mesmo (do qual sai uma água) e esta deve cair diretamente no buraco abaixo do porco (SEM tocar nas grades).

Famoso

Os turistas (eu inclusa, claro) fazem um pequeno aglomerado em volta do porco para tirar uma foto com a mão no nariz dele. Eu mesma, todas as vezes que passei por ele, fiz questão de esfregar, bem esfragado, rs, minha mão no nariz dele, para garantir que eu voltarei a Florença, rs!

Uma das alunas do Istituto disse que toda vez que vai a Florença, passa a mão no porco. E já era a 3ª vez que ela estava lá. Portanto, eu quis me assegurar (já que parece funcionar)! rsrs

O porco se encontra na Loggia del Mercato Nuovo ou Loggia del Porcellino, nome popular dela exatamente por causa do porquinho acima mencionado.

Loggia del Mercato Nuovo

O nome é para distingui-la do Mercado Vecchio de Florença, localizado onde hoje se encontra a Piazza della Reppublica.

O Mercato Nuovo foi construído entre 1547 e 1551 por Giovan Battista del Tasso no coração da cidade: a poucos passos da Ponte Vecchio.

No início, eram comercializados seda e objetos preciosos. Hoje em dia, vendem-se muitas lembrancinhas. É possível encontrar de tudo: roupas, bolsas, brincos, cachecóis etc…

Acima disso, é possível encontrar muitos, mas MUITOS brasileiros!

Euzinha aqui fiz amizade com dois, muito simpáticos, que ainda por cima me deram um belo de um desconto, rs. Ah sim, o lugar aceita cartões de crédito, hahaha. Acho que ele fecha por volta das 18hs. O mais legal (ou não) é que as barracas mudam de lugar todos os dias!

Eu diria que é um dos must de Florença!

La mia camera

Florença: parte II

Não sei se é do interesse de vocês, mas vou mostrar como era meu quarto em Florença.

Lembram do post de Milão, que me bateu o desespero e eu só pedia a Deus para que minha impressão de Florença fosse diferente? Então, além de eu ter tido aquele anjo logo na minha chegada, em Florença fazia sol e havia até mesmo uma banda tocando perto do Duomo.

Imaginem se eu não adorei a cidade logo de cara, né?

Depois, quando conheci meu landlord e vi meu quarto, quase chorei de emoção! O senhor foi muito bonzinho e o quarto era uma graça (além de ficar a 200 metros da escola, rsrs).

E depois de eu ter arrumado minhas coisas:

Super fofucho o quarto, né?

Na verdade, dei muita sorte porque o meu era o quarto com maior espaço. Eram três, na verdade. Todos eram bem mobiliados, mas o quarto em que a americana ficou era muito pequeno! Todos tinham escrivaninha e esse armário de duas portas. Mas o meu tinha esse espaço enorme.

Agora, a vista da minha janela:

Bom, não preciso comentar que praticamente 80% dos meus dias em Florença, a cidade se encontrava assim: nublada! rsrs – essas fotos foram tiradas no dia da minha partida.

Na foto acima, na parte da montanha, você pode ver Fiesole, uma cidadezinha colada com Florença, mas que infelizmente não consegui visitar exatamente por conta da chuva. Lá, você tem que ir com tempo bom, pois existe um teatro romano intacto lá – a céu aberto (óbvio, né?).

Mas confesso: as coisas não estavam exatamente limpas, rsrs… – tipo o cobertor e o tapete. MAS nada é perfeito, né? Tirando isso (e as panelas que quebravam o cabo, hahaha), gostei bastante da minha estada lá. Era muito confortável porque ficava perto de tudo (eu fiquei no centro da cidade)! Em cinco minutos, estava na estação; em meio minuto, no Duomo; uns dois, na Accademia e uns cinco, na Ponte Vecchio. Ah, sim. Também estava a uns três minutos da Grom (hehehe)!

Ai, que saudade dessa cidade linda!

Il migliore gelato

Antes da minha viagem, ouvi falar que os sorvetes italianos eram os melhores do mundo.

Yummy =9

Isso provou-se um fato!

As sorveterias lá (gelateria) são como as padarias daqui. Existe uma em cada esquina, por toda a Itália. Sério, rsrs. Só na rua onde eu morava tinha umas quatro!

Claro que, nem todos são gostosos! Você tem que saber em qual sorveteria ir.

Para todos que pretendem passar na Itália, eu digo: “você TEM que ir na Grom, eles fazem o melhor sorvete do mundo!!”

A Grom existe em várias cidades da Itália. Mas o que é melhor deles: a cada mês, o cardápio muda! Nós tivemos a sorte de ir até lá com a escola e ver como eles fabricam o sorvete.

Eles trabalham somente com produtos naturais. Não espere ir lá no outono e encontrar um sorvete de morango, pois não é a época da fruta!!

E gente, sério, o sorvete de maçã parecia ter até mesmo a textura da fruta (meio aerado, sabe?)! O meu favorito era o cioccolato extranoir (chocolate meio amargo… que é o que está na foto).

Na minha última semana, eu passei lá praticamente todos os dias. Nem que fosse para tomar o chocolate quente deles (que também é muito bom)! Um copinho com dois sabores custa €2, que é o preço (mais caro que isso é roubo e muito mais barato, o sorvete é ruim, rsrs).

Para quem quiser saber mais: www.grom.it

*Detalhe: você também encontra Grom em Malibu, Nova York, Paris e Tóquio. Vem para o Brasil, Grom!!!

PS.: e não, nem mesmo Freddissimo ou Sottozero se compara ao sorvete de lá!

Os cadeados italianos

Os famosos cadeados de amor na Itália.

Florença

Via dell'Amore, Cinque Terre

Ponte Milvio, Roma

E eles estão por todos os lugares da Itália, podem acreditar, rs.

Ninguém sabe ao certo quando e como começou a tradição, mas reza a lenda (rs) que começou com o filme Ho Voglia di Te (Quero-te Muito, em português!? Não tenho certeza) de 2007, baseado no romance homônimo de Federico Moccia.

Como os protagonistas do filme colocam um cadeado no poste de luz da ponte, muitos passaram a fazer o mesmo. Tantos que em abril de 2007, devido ao peso dos cadeados, o poste se rompeu e ficou proibido colocar mais um cadeado sequer. A prefeitura, então, em julho, colocou correntes, para que os apaixonados pudessem colocar seus cadeados.

Ooops... O.o

"Aí, sim!"

Qual a lenda história por detrás disso?

Dizem que os apaixonados devem colocar sua iniciais ou nome no cadeado, prendê-lo na corrente e jogar a chave na água, para que a água a leve (por isso normalmente você encontra os cadeados em lugares com água corrente próxima). Dessa forma, dizem que o amor será eterno (a chave se perde e blah, blah, blah – hahahaha).

O videoclipe de uma das minhas músicas preferidas de Tiziano Ferro, Ti Scatterò Una Foto, foi gravado sob essa ponte. Até porque, a música faz parte da trilha sonora do filme.

Eu infelizmente comi bola e não visitei a Ponte Milvio (ou Mílvia, em português), que fica em Roma. Mas observei os cadeados em volta da Ponte Vecchio em Florença – no lugar onde fica o monumento de Benvenuto Cellini, se você se olhar para baixo à esquerda, verá vários. Como eles foram parar ali?! É um grande mistério, rsrs.

Também existem váááááááários entre a Ponte Vecchio e a Ponte Alle Grazie, mais precisamente em frente a Galleria degli Uffizi, que são os que vocês veem na foto.

Na Via dell’Amore que fica entre as cidades de Riomaggiore e Manarola, que fazem parte das famosas “Cinque Terre”, também é possível encontrar cadeados por todo o caminho.

E se você está pensando, “droga, não posso ir até a Itália agora colocar meu cadeado”, não se reprima (rs) fique triste! Existe um site que faz isso por você.

OIE!?!?!

Sim, existe um site que coloca o seu cadeado, mas é tudo virtual. Claro, rs! Mas é uma alternativa muito boa para quem está com a grana curta. Confere: www.lucchettipontemilvio.com.

Eu achei super interessante essa história dos cadeados. E vocês?!

A Ponte Vecchio

Florença: parte I

Il Ponte Vecchio

A Ponte Vecchio (que significa ‘ponte velha’ em italiano) é o lugar que eu mais queria conhecer em Florença e se tornou, de fato, o meu lugar preferido da cidade.

Eu ia até lá quase todos os dias. Somente para admirar as lojas, o lugar, o rio Arno…

Esta foto foi tirada da Galleria degli Uffizi.

Eu digo de uma forma carinhosa que a Ponte Vecchio é uma “favelinha, mas com todo o glamour europeu”. Se observarmos bem, essas casinhas saltadas para fora da ponte, uma grudada na outra… rsrs *encarem com humor esse meu comentário, como eu disse, é o meu lugar favorito da cidade*.

Ela é uma das pontes mais famosas do mundo e foi construída no ponto mais estreito do rio Arno, onde antigamente era uma vau. A ponte començou a ser construída no tempo romano, por volta de 1080 (ainda em madeira) e, depois em pedra, por volta de 1170.

Dizem que ela foi a única ponte a ficar inteira no período das guerras, sendo o único ponto de ligação entre as duas partes da cidade de Florença.

Por cima da ponte, não podem passar carros e as lojas só vendem uma coisa: ouro.

Sentiu o brilho!?

“ÓBEVEO” que o ouro lá é suuuuper caro porque existe todo um “glamour” quando se diz: “ah, comprei na Ponte Vecchio”, rsrs. Eu queria comprar um crucifixo para meu pai e uma medalhinha para minha mãe. Digamos que o preço foi de €100 somente para a medalhinha e no fim, nos dois, em uma loja no centro, paguei esse preço. Capisci!? rsrs

No meio da ponte, existe um monumento em homenagem a Benvenuto Cellini, que foi o ouríves florentino mais importante. O monumento foi feito por Raffaello Romanelli (que não é o tartaruga ninja, rsrs).

Prazer, Cellini!

A Ponte Vecchio fica entre a Ponte Alle Grazie e a Ponte Santa Trinità, aquela fica próxima a Galleria degli Uffizi (só para vocês terem um ponto de referência). Para mim, mesmo com o tempo nublado, a Ponte Vecchio oferece uma das vistas mais bonitas da cidade.

Ao fundo, Ponte Santa Trinità

Ponte Vecchio à noite

Na minha penúltima noite em Florença, eu andei por todos os meus pontos preferidos da cidade, dei meu ‘último’ adeus a Ponte Vecchio. Na minha última noite, passei com o ônibus pela Ponte Santa Trinità e pude ver ao longe, pela última vez (por ora, rsrs) minha querida ponte, à noite (que fica lindíssima, como vocês podem ver acima). Neste momento, eu chorei (mais uma vez) enquanto ouvia Distant Dreamer da Duffy.

Although you think I smile (embora você ache que eu sorrio)
Inside all the while (por dentro o tempo todo)
I’m wondering about my destiny (estou pensando sobre meu destino)
I’m thinking about all the things (estou pensando sobre todas as coisas)
I’d like to do in my life (que eu gostaria de fazer na minha vida)
I’m a dreamer, a distant dreamer (eu sou uma sonhadora, uma sonhadora distante)
Dreaming for hope from today (sonhando com esperança a partir de hoje)

… e bateu uma saudade aqui!

Um tour por Florença

No meu segundo dia em Florença (e o primeiro de aula), 25 de outubro, nós fizemos um tour pela cidade com a guia da escola. Foi um passeio de umas duas horas (no máximo), onde passamos pelos principais pontos turísticos da cidade.

Isso é uma prévia do que vai passar por aqui em relação a Florença (além das outras cidades que visitei) – afinal, falarei pouco a pouco sobre as minhas aventuras por essa cidade maravilhosa:

Santa Maria del Fiore

Piazza della Repubblica

Piazza della Signoria

Il Palazzo Vecchio

Galleria degli Uffizi

Il fiume Arno dal Ponte Vecchio

Agora me digam: é ou não é una bellissima città!?

E para mim, é muito estranho falar “praça da república” ao invés de “piazza della Repubblica“. Da mesma forma que falar Florença ao invés de Firenze, rsrs – força do hábito!

Infelizmente, tem uma parte da cidade que eu não conheci pessoalmente, que é em volta do Palazzo Pitti e Giardino di Boboli. Vi somente pelas fotos da garota que dividiu o apartamento comigo :( (we can’t have it all, can we?!).

Enfim… … ao rever essas fotos, só uma coisa passa pela minha cabeça:

Ah, Firenze, io ti amo!!!

La spesa

Fare la spesa (ou le spese, no plural) em italiano significa ‘fazer compras’ (normalmente, relacionado ao mercado, mas não necessariamente).

Logo que cheguei em Florença, no domingo, eu tive que comprar alguns itens de sobrevivência básicos (comida, oi? rsrs). Na verdade, também levei daqui poucas coisas de higiene pessoal.

Acontece que, no domingo, muitas lojas nem abrem na Itália. Eu dei a sorte de morar perto do centro (ou não), então, um ou outro mercadinho estava aberto. Mas aí vem o outro problema: os mercados próximo ao centro são os mais caros. Algumas farmácias também não abrem no domingo, portanto, é bom ficar esperto em relação a isso.

Eu guardei todas as minhas notas de mercado (rsrs). Algumas coisas, eu achei que eram baratas, outras, nem tanto. Achei interessante, por exemplo, o leite ser vendido em 0,5 L – para uma pessoa que consome pouco, como eu, é o ideal. O suco também vem em 1,5 L – para uma pessoa que consome muito, como eu (rsrs), é ótimo!

O preço do leite 500 mL fica em torno de €0,75 e do suco gigante (rsrs), €1,70 (e consegue ser mais barato do que os de 1,5 L que acabaram de chegar ao Brasil…). E se você está se perguntando quanto custa a Nutella de copo lá: em torno de €1,80. Ah, sim. Existe MESMO Nutella de 5 kg!! Confere:

As coisas de higiene eu achei bem carinhas. O shampoo e balsamo (condicionador) não saem por menos de €3, é o preço. Eu achei caro, pois quando fazemos a conversão, é praticamente o preço que pagamos aqui (ou mais…). Paguei €3,30 por um Elvene (o nosso Elseve, rsrs). Agora, o mais absurdo foi o preço do fio dental: €4!!! Se arrependimento matasse, eu estaria morta e enterrada, rsrs.

Você acaba achando mais barato, mas são aqueles fio dentais BEEEEM ruins… ainda bem que tinha levado pasta de dente (nem vi qual era o preço). Mas na minha próxima viagem, provavelmente levarei esses itens. E minha dica é: NÃO se esqueça de levar seu fio dental (hahahahaha).

Outros itens que eu achei absurdamente caros foram o queijo e o presunto. Para cinco fatias de presunto, não achei NADA abaixo de €2 – converte isso. Pois é… tanto que comprei somente uma vez. Em geral, os frios custam esse preço.

Também é possível encontrar, em alguns mercadinhos extremamente selecionados (rsrs), produtos brasileiríssimos! Custam caro, obviamente, mas para quem está no desespero (ou com saudades de casa…). O arroz (riso) é encontrado facilmente em pacotes de 1kg (e existem vááááários tipos) e custa em torno de €2.

Uma coisa que eu adorei comprar lá foram as minestre (sopas) ou minestroni (uma sopa mais grossa). O pacote custa baratinho (coisa de €0,80) e alguns possuem até três porções. No frio de lá, nada melhor. E existem váááários sabores também!

Os chocolates também são mais baratos (pelo menos, eu achei). Um Kit Kat (delícia, bateu uma saudade…) custa €1 e vem com três pacotinhos. Também existem os Smarties, pelo menos preço e várias outras opções de barrinhas de chocolate que custam mais barato na promoção também.

Por fim, como quase todos os outros países do mundo parecem se importar com o meio ambiente, você tem que pagar, sim, eu disse, PAGAR pela aquela sacolinha de plástico. Elas variam de mercado para mercado (mas não passam dos €0,05 cada. Eles sempre te perguntam se você quer, portanto, pode levar a sua, caso não queira pagar. Mas nada mais justo, não acham? Ah sim, mas as sacolas também são maiores e mais resistentes (uma era o suficiente para eu levar minha compra toda).

Então, ficam as dicas. O melhor mesmo é sair procurando aquele “mercadinho-achado” com preços ace$$íveis, mas que não seja tão longe da sua casa ;)