Copa do Mundo

Copa do Mundo masculina de vôlei rolando no Japão desde domingo e eu sem internet desde o feriado, rs.

Eu tenho acompanhado alguns jogos, na medida do possível porque acordar às 4hs da madrugada é difícil, Brasil (para não dizer outra coisa, rs). Hoje, eu tinha que acordar às 5hs para dar uma aula às 7hs, então acabei acompanhando os dois sets finais entre Brasil e Rússia.

Vitória incontestável da seleção hoje por 3×0 nos atuais campeões da Liga Mundial. Se bem que a Rússia que jogou hoje contra o Brasil já não é a mesma Rússia de julho. Algumas mudanças de elenco (para mim, a mais marcante a ausência do levantador Grankin) e uma seleção que amargou o 4º posto do Europeu e só está na competição graças ao Wild Card dado pela FIVB. O que é aceitável, já que torna a competição mais interessante.

Surpresas? O Irã que anda dando trabalho e ganhou de 3×2 tanto da Sérvia quando da Polônia. Decepções? A própria Sérvia que vem fazendo campanha vergonhosa depois de se consagrarem campeões europeus. Talvez, seja a falta de um levantador como Grbic.

E não, não considero a vitória da seleção italiana em cima do Brasil (depois de 8 anos) uma surpresa. O jogo foi emocionante, mas não vi o Brasil entregando o seu melhor. Um Brasil apático em campo contra a Itália. Bem diferente de hoje. Mas confesso que meu coração deu uma vibrada com a chamada do Terra: Brasil para em Lasko, rsrs.

Tenho que dizer, com todo o orgulho, que meu polaquinho preferido está jogando horrores!! Ele deu um salto de qualidade enorme desde o Mundial 2010 até aqui. Está entre os 5 maiores pontuadores e atacantes, além de estar em 1º no número de bloqueios (mas o inglês continua aquela coisa de dar medo… rs)!

* Lembrando você de primeira viagem (rs) que tem blog dedicado a Michal Lasko (em italiano) *

Bom, vamos continuar seguindo essa competição. Aposto em Brasil (em 1º) e os outros dois postos entre Rússia e Polônia, mas pode vir uma surpresa por parte de Cuba e/ou Argentina (sim, Argentina!), pois o campeonato nem está na metade!

Vamos, Brasil! Rumo a Londres!

De partir o coração

As enchentes que atingiram a região da Ligura na Itália na última semana partiram meu coração:

Vejam outras fotos aqui e um vídeo aqui. Monterosso Al Mare e Vernazza, que fazem parte de Cinque Terre, estão entre as cidades mais afetadas pelas enchentes.

As pessoas estão sendo retiradas, em alguns casos, pelo mar. Em muitos lugares também falta água e luz… e pensar que dentre poucos dias, fará um ano que eu passei por lá (dia 14 de novembro).

Eu só posso rezar e esperar que tudo se ajeite o mais rápido possível! Forza, Italia!

No PalaOlimpia

Verona: parte VII

*relato longo*

Há exatamente um ano atrás, eu colocava o pé no PalaOlimpia, o ginásio da minha amada Marmi Lanza Verona. Vou relatar aqui o treinamento e a partida, que aconteceram em dias diferentes – o treinamento foi na sexta, 29, e a partida domingo, 31.

Para conseguir ver o treinamento, eu matei aula (rs). Acho que foi a viagem mais longa que fiz dentro da Itália. Foram quase quatro horas de viagem, pois fiz uma baldiação em Bologna e de lá até Verona, viajei de trem de baixa velocidade.

Quando cheguei a Verona, a primeira coisa que fiz foi comprar um mapa da cidade (tamanho era o medo de eu me perder e porque eu não sabia como chegar no albergue). Fui pedir informação de qual ônibus tomar para chegar ao PalaOlimpia e todos os motoristas me olhavam com cara de c*! rs

Sério! Ninguém sabia o que era PalaOlimpia. Então, comecei a falar outros nomes que remetiam ao lugar: Via dello Sport (a rua em si), palazzetto dello sport etc. – até que uma alma iluminada me indicou o ônibus certo (o que vai em direção ao estádio do Hellas Veronas – o PalaOlimpia fica atrás dele).

Chegando lá, o próximo desafio era comprar o ingresso para a partida. Tive que subir até o escritório da Marmi, onde fui atendida pelo simpático Giorgio De Veis, empresário do time. Primeiro, ele pediu para eu recuperar o fôlego (estava com sacolas e cobertor na mão, rs), depois me mostrou todos os assentos disponíveis.

Ingresso comprado (peguei cadeira numerada, paguei 16 euros e fui a segunda a comprar um ingresso, rs), perguntei se poderia ver o treino. Ele disse: “claro!”.

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Há um ano atrás…

Há exatamente um ano atrás, eu embarcava para viver uma das experiências mais importante, bela, fascinante e maior da minha vida. Um sonho, uma paixão que se tornava realidade. Experiência esta que me deu a oportunidade de amadurecer, crescer – pessoal, espiritual e profissionalmente – conhecer lugares diferentes e pessoas especiais, aprender tantas coisas e, mais importante, aprender a valorizar tantas outras. Viagem esta que muitos consideram ‘apenas uma viagem’ e poucos (ou ninguém) compreendem realmente a sua grandeza, a importância e a conquista que ela significou para mim. Por fim, paixão e lugar que tantos questionaram, ‘por que Itália?’ e eu só conseguia dizer, ‘não sei, talvez é uma coisa de outra vida…’. De fato, não sei explicar por quê, como, quando, onde tudo isso começou… então, eu apenas sinto, com o corpo no Brasil e a alma na Itália…

PS.: sim, eu sei. Um ano de viagem e ainda nem consegui chegar na metade de posts que eu gostaria… rs – mas tenham fé, esse dia chegará! rs

Arena di Verona

Verona: parte VI

Então chegamos ao meu ponto turístico preferido de Verona: a Arena (que mané casa de Julieta… rs).

A Arena nada mais é do que um anfiteatro romano e é uma das grandes representantes do estilo romano. Ao lado do casal de Shakespeare, Romeu e Julieta, é um dos grandes símbolos da cidade de Verona.

Por causa da falta de dados escritos, é difícil saber qual a época em que o anfiteatro veronês foi construído. Acredita-se que por volta do século I e III. Devido à semelhança com a Arena de Pula, na Croácia, que foi construída entre 2 a.C. e 14 a.C., é muito provável que a de Verona tenha sido construída na mesma época (e mais, muitos acreditam que foi o mesmo arquiteto).

Preciso dizer que entrar na Arena foi magnífico. Eu gosto muito de observar a arquitetura e sou mais ligada a isso que obras de arte em si. Não me lembro quanto custava para entrar, já que tinha comprado o Verona Card – o que também me poupou da fila! rs

Meu sonho mesmo é ver uma das apresentações que acontecem todos os anos na Arena durante o verão (meses de junho, julho e agosto). Já vi fotos e deve ser magnífico poder ver qualquer coisa naquele lugar à noite…

Agora vamos a uma lenda sobre a origem da Arena:

Durante o período Medieval, dizia-se que um homem veronês, acusado de um crime pelo qual foi condenado a morte, ao ter sua vida poupada prometeu aos chefes da cidade que construiria em uma noite apenas um edifício no qual poderiam fazer espetáculos: para cumprir a promessa, vendeu a alma ao diabo, que se empenhou em realizar o trabalho nas horas entre a Ave-Maria da noite e aquela da manhã. Durante a noite, todos os demônios do inferno se reuniram em Verona para fazer a grande obra, mas, de manhã, na primeira nota da Ave-Maria, voltaram todos para debaixo da terra, deixando a construção incompleta, apesar de quase pronta – essa seria a origem da Asa (ala).

A asa da Arena

Eu hei de voltar nesse lugar. E, ainda por cima, verei uma apresentação lá! ;)

Highway to Hell!

Se o AC/DC dá um google no nome deles, só Deus (ou o diabo) sabe o que podem encontrar…

HI-LÁ-RIO!

Ma questi azzurri sono veramente mitici!

Chorei de rir com várias coisas, dentre elas: (1) o Bari pagando de roqueiro no começo do vídeo; (2) a letra, fielmente em ‘inglês’; (3) o fato de todos eles serem incrivelmente ‘afinados’ e (4) o fato de eles terem assassinado um clássico, mas isso ainda ter me trazido um sorriso nos lábios!

Ainda bem que não se vive de música no mundo do vôlei… do contrário, os azzurri estariam passando fome, em uma rodovia para o inferno… rsrs

PS.: mas você há de convir comigo que o Lasko é o mais afinado de todos ou o menos pior, como preferir, rsrs.

A gaiola de grilos

Florença: parte V

Observem:

Repararam em alguma coisa diferente na estrutura do Duomo de Florença, a Santa Maria del Fiore?

Não?

Observaram as galerias não acabadas em volta da cúpula?

Em 1515, Baccio d’Agnolo começou a construção das galerias em volta da cúpula. Antes de fazer as outras sete, queria a opinião de Michelangelo, que estava naquela época em Florença.

A história conta que o mestre, observando o trabalho de Baccio, em frente a um grande público reunido e curioso em saber o veredito do artista, tinha ficado perplexo e acariciando a barba, o teria definido como uma “gaiola para grilos“.

Baccio teria se sentido ofendido, deixando o trabalho incompleto para sempre.

Nelle piazze di Verona

Verona: parte V

Fazia um tempo que não comentava da viagem, não é mesmo? Bom, vamos falar um pouco sobre algumas praças que eu visitei em Verona. Dentre elas, a minha preferida (talvez, em grande parte por causa do Lasko) de toda a viagem.

Piazza dei Signori

Encontrei essa por um acaso, enquanto tentava chegar na Piazza delle Erbe. Eu, sinceramente, não prestei muita atenção. Tirei algumas fotos e reparei na estátua que fica bem no centro dela. É uma estátua de Dante Alighieri.

Nessa praça, são vendidas várias coisas: desde queijo até formas de silicone para cupcakes! rs

Pesquisando, essa praça também é conhecida como Piazza di Dante (por causa da estátua, obviamente). Há mais ou menos um ano, essa praça é ponto de encontro de estudantes da universidade de Verona às quartas – que se socializam entre guitarras, danças flamencas e até mesmo, olha só: capoeira!

A praça é cercada de prédios históricos, claro. Dentre eles, é possível ver uma famosa torre. A Torre dei Lamberti:

Piazza delle Erbe

A praça mais antiga da cidade de Verona que surgiu sobre a área do fórum romano. Durante a época romana, era o centro da vida política e econômica. Conforme os anos passaram, os prédios romanos deram lugar aos prédios medievais.

O monumento mais antigo da praça é exatamente essa fonte, praticamente no meio dela, chamada “Madonna Verona”. É uma estátua romana de 380.

Como o nome sugere, deveriam ser vendidas “ervas” nessa praça, porém, é possível encontrar de tudo por lá também: desde comida até lembrancinhas como camisetas, bolsas e outros penduricalhos, besteirinhas.

Sem contar que a praça fica a literalmente poucos passos da Casa da Julieta, então, imaginem o movimento dela.

Uma vista interessante é da mesma torre mencionada acima, a Torrei dei Lamberti:

Estão vendo aquele negócio aquele negócio que parece uma “casinha”? Então, é a Tribuna. Datada do século XIII, era usada para várias cerimônias, em especial, eram realizados os juramentos dos servidores públicos da época. Interessante, né? Pois é, eu ignorei esse fato e passei reto pela Tribuna, rsrs.

Piazza Bra

A minha favorita dentre toda a viagem. Como mencionei, provavelmente o fator “Lasko” pese muito nessa minha escolha porque essa é a praça preferida dele, mas como não se encantar…

A praça é fantástica porque além de você ver dela a muralha de Verona e restaurantes fofos ao seu redor, você tem a Arena de Verona bem na frente dela!

O nome vem de um dialeto, “braida”, que significa “largo”. O legal também é que por toda sua extensão, não se pode andar de carro, então você pode andar todo alegre e saltitante sem medo de ser atropelado por algum italiano maluco, rs.

Além da Arena, a Piazza Bra também tem a sua volta prédios importantes como o Palazzo Barbieri e a Gran Guardia. Além disso, é possível ter acesso ao Museo Lapidario M. e também a uma das ruas mais chique de Verona, que eu sinceramente, esqueci o nome, rsrs. Andei por ela no meu terceiro dia e ela já começa com uma loja da Louis Vuitton, rs.

Eu a acho linda, linda, linda. Minha vontade era sentar em um dos seus banquinhos, no meio daquelas árvores, de frente a fonte e ficar pensando na vida… (mas o tempo era curto e não deixou).

Passei por essas praças no sábado, mas fiz questão de voltar na Bra só para almoçar :)

Os cartões de desconto

A dica de ouro, sempre que se vai viajar, é procurar pelos cartões de desconto. Na Itália, não poderia ser diferente. Nas suas principais cidades, é possível encontrar um e essa é uma dica que eu considero de ouro, pois você economiza horrores! rs

Roma Pass

Kit Roma Pass

O Roma Pass custa €25, o que pode parecer custoso, mas não é. Quando você o adquire, ele vale por três dias a contar a partir do momento que você o usa pela primeira vez. O cartão é nominal, por isso, é importante sempre ter um documento com você porque “vai que…” rs.

Você tem entrada gratuita nos dois primeiros museus ou sítios arqueológicos que visitar, e depois, desconto em todos os outros museus que visitar. Além disso, você pode andar de graça pela cidade inteira. Sim! Você não paga por nenhum tipo de transporte público: ônibus, metrô etc…

Além disso, o Roma Pass vem com um mapa da cidade e um guia com todos os museus que participam do desconto. Você também tem desconto em outras amostras, eventos e serviços, basta consultar o Roma News (que vem dentro do kit).

PORÉM, vale lembrar que o Vaticano é outra cidade, portanto, o Roma Pass não dá acesso e nem desconto no Museu do Vaticano!

Mais informações: www.romapass.it

Verona Card

VeronaCard

O VeronaCard foi um achado! E dei muita sorte porque nem sabia, mas no 1º lugar que visitei (o Teatro Romano), a senhora já me ofereceu (uma brasileira que estava em Verona, não teve a mesma sorte).

Quando eu fui, tinham duas opções: a de €10, válida por um dia e a de €15, válida por dois. Hoje, parece que mudou e existe a de €15 (dois dias) e €20 (cinco dias).

A senhora que me vendeu disse que eu podia pegar um ônibus de graça, mas pelo que eu entendi, o VeronaCard oferece transporte de graça em qualquer meio da ATV (que é a linha de ônibus deles).

O VeronaCard oferece entrada gratuita em vários lugares, por exemplo:

  • Arena
  • Torre dei Lamberti
  • Casa di Giulietta
  • Teatro Romano e Museo Archeologico
  • Museo di Castelvecchio
  • Complesso del Duomo

… e muitos outros. Além disso, também há descontos em algumas exibições, amostras, dependendo do mês (vem no informativo que recebe quando adquire o cartão). Além disso, também vem acompanhado de um mapa do centro histórico.

Mais informações: www.veronacard.it

Le Cinque Terre Card

Le Cinque Terre Card

Existem dois tipos de cartões para Cinque Terre: o “normal” e o “treno”. Eu aconselho comprar o “5 Terre Treno” porque ele dá acesso a tudo que o normal dá + acesso ilimitado aos trens que ligam as cinco cidades.

Os preços variam conforme o número de dias, no meu caso, comprei um igual esse acima, valido por um dia e custou €8. O cartão vale a partir do momento que você valida o cartão antes de entrar no trem – ele é valido pelas 24 horas seguintes.

Além dos trens, você tem acesso aos percursos de pedestre e áreas do parque; uso dos transportes sustentáveis do parque (como os ônibus que te levam da estação de trem até as cidades); aos centros de observações e museus; e aos elevadores de Manarola, Riomaggiore e Vernazza.

Também vem acompanhado de um mapa.

Mais informações: www.cinqueterre.com

Agora os cartões que eu não comprei, mas fica a dica.

Firenze Card

Firenze Card

Eu achei o Firenze Card caro: €50! Ui!

Ele é válido por 72 horas e dá acesso gratuito a 33 museus de Florença. O cartão pode ser usado somente uma vez em cada museu. Você também tem acesso livre aos meios de transporte público, basta passar a parte magnética do cartão no leitor.

Da mesma forma que o Roma Pass, este cartão é ativado no primeiro uso (seja em museu ou transporte). O cartão também é nominal.

Eu, sinceramente acho que não compensa porque (1) é possível fazer tudo a pé, sem precisar de transporte público e (2) pelo simples fato de que ele não inclui um dos museus principais de Florença: Palazzo Pitti e o Giardino di Boboli! E a entrada de cada um custa entre €10-15! Ou seja, você terá que desembolsar na realidade uns €70…

Correção: compensa, sim. Agora, eles incluiram o Palazzo Pitti e o Giardino di Boboli (além de outros lugares). Então, se joguem no Firenze Card com emoção! rs

Mais informações: www.firenzecard.it

Venice Card

Venice Card

O Venice Card custa €29,90 para pessoas de 6 a 29 anos e €39,90 para pessoas com mais de 30 anos, e é válido por 7 dias seguidos, a contar do primeiro uso.

Ele oferece entrada gratuita ao Palácio de Doge e outros 10 museus cívicos da cidade, 16 igrejas, além de descontos em outros museus e exibições. Além disso,  o cartão é afiliado a muitas lojas e te oferece entrada gratuita a dois toilets (sim, lá fora tem que pagar para usar o banheiro). Também é acompanhado de um mapa.

Mais informações: www.hellovenezia.com

Caso souber de outros cartões, atualizo esse post ;)